Doenças renais afetam cerca de 850 milhões de pessoas em todo o mundo.

Neste 11 de março, mais uma oportunidade de relembrar ou ensinar a quem pouco sabe sobre a importância de cuidar destes dois órgãos, essenciais para a vida (1).

Dentre suas funções, os rins regulam a pressão arterial, filtram o sangue, eliminam as toxinas do corpo, controlam a quantidade de sal e água do organismo, produzem hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas, só para falar das principais. Se o funcionamento dos rins decai, a consequência é a doença renal crônica. Inicialmente silenciosa, ela pode levar a situações que necessitam filtragem externa (diálise) em sessões que ocorrem duas ou três vezes por semana, ou a transplante renal por doador compatível. Como a doença renal crônica é silenciosa no seu início, temos que estar atentos para suas manifestações iniciais, como urinar muitas vezes, cansaço por anemia e perda de peso (2).

Qual é então o melhor modo de cuidar de órgãos tão importantes?

Como sempre, prevenir é melhor que remediar. Na prevenção, especial atenção aos principais fatores de risco para a função renal: a hipertensão arterial e o diabetes. As duas principais doenças crônicas não transmissíveis lesam os rins de modo progressivo, e pior ainda quando aparecem juntas, geralmente com obesidade subjacente. Como as duas doenças também são silenciosas em seu início, exames clínicos e laboratoriais de rotina são necessários para sua detecção. No laboratório, exames simples como a creatinina sérica e o exame de urina podem dar uma boa ideia de como anda a função renal. Se feitos regularmente (anualmente, por exemplo), a comparação destes pode dar uma ideia dinâmica da função renal na linha do tempo.

Existem outras condições que podem afetar o rim, como litíase renal (pedra nos rins), infecções urinárias de repetição, lúpus, glomerulopatias. Porém, se evitarmos a obesidade (quase sempre por erro alimentar) e controlarmos bem a pressão arterial e o açúcar no sangue (glicemia), daremos um passo importante para o bom funcionamento dos nossos rins e, portanto, para nossa saúde em geral.

Autor

José Marcos Thalenberg
Teleconsultor Unifesp

Possui graduação em medicina pela Escola Paulista de Medicina/ Universidade Federal de São Paulo (1984) e doutorado em Medicina Interna e Terapêutica pela Universidade Federal de São Paulo (2006), com foco no diagnóstico da Hipertensão Arterial. Atualmente é chefe do Serviço de Clínica Médica do Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Nova Cachoeirinha, responsável pelo Serviço de Monitorização da Pressão Arterial da Disciplina de Cardiologia da Unifesp e atende em clínica própria. Possui Título de Especialista em Clínica Médica pela Associação Médica Brasileira/ Sociedade Brasileira de Clínica Médica (2001) e Especialização em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (2016). Atua principalmente nos seguintes temas: Hipertensão Arterial, Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial e Prevenção Cardiovascular. Tem ampla experiência com a Rede Básica de Saúde e Programa Saúde da Família, por meio de preceptorias clínicas e aulas para médicos. enfermeiros e dentistas em vários municípios. Foi delegado do Cremesp (2014–2019), delegacia de Vila Mariana. É supervisor de médicos da Atenção Básica pelo Programa Mais Médicos e foi coordenador de tutoria da UnA-SUS Unifesp — Universidade Aberta do SUS. Mais informações: Aqui

Referências

1- https://www.sbn.org.br/dia-mundial-do-rim/dia-mundial-do-rim-2021/
2- https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-renais-e-urin%C3%A1rios/insufici%C3%AAncia-renal/doen%C3%A7a-renal-cr%C3%B4nica-drc

Universidade Federal de São Paulo - Unifesp

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