21 de Março — Dia Internacional da Síndrome de Down

Há espaço para sonhar e realizar!

Crédito: Dráuzio Varela

Hoje, dia 21 de março, atenta-se no mundo inteiro de uma maneira especial para a vida das pessoas com Síndrome de Down. O Dia Internacional da Síndrome de Down é uma bela iniciativa de conscientização quanto às particularidades de quem possui a Trissomia do 21, celebrando as conquistas já alcançadas, ao mesmo tempo em que visa aumentar a inclusão e visibilidade dessas pessoas.

No núcleo das células da maior parte da população, há 23 pares de cromossomos totalizando 46 unidades genéticas que possuem toda a informação para o desenvolvimento e funcionamento do organismo do ser humano. Em cerca de 1 a cada 700 recém-nascidos (prevalência brasileira2), entretanto, pode-se encontrar no vigésimo primeiro par cromossômico um terceiro cromossomo, responsável por todas as particularidades dos indivíduos com Down. Fenômeno que independe de etnia, gênero ou classe social.

Crédito: BiologiaNet

Sabe-se que a Trissomia do 21 é a principal alteração cromossômica e a responsável pelo maior número de casos de deficiência intelectual. Contudo, é fundamental o conhecimento de que não se trata de uma doença, mas de uma deficiência, uma forma singular de vir ao mundo e de interagir com ele, capazes de estudar, ter bom desempenho profissional e de possuir vida amorosa e uma família. Assim são pessoas com os traços genéticos de seus pais, que, sim, possuem atrasos em seu desenvolvimento e uma fisionomia característica, mas que não devem ser chamados de ´´portadores de Down``, mas apenas de pessoas com a síndrome.

Se devidamente estimulados e acompanhados adequadamente desde pequenos, as pessoas com a Trissomia do 21 podem ter grande autonomia, embora um acompanhamento mínimo ainda seja importante. Por isso é essencial o estímulo desde a infância. “Depende muito do grau de comprometimento da família para que o portador da síndrome possa enfrentar seus próprios medos e desafios e, dessa forma, levar uma vida normal, cercada de direitos e deveres como qualquer cidadão”, comenta Fabiana Diniz, da Unimed Paulistana 1. Além do cuidado da família, um ambiente de inclusão nas escolas e nas comunidades locais são indispensáveis.

Crédito: Mirror

Um grande avanço para quem possui a síndrome é o considerável aumento da expectativa de vida nas últimas décadas. Com o advento das cirurgias cardíacas, vacinação, diagnóstico e inclusão, houve um aumento da expectativa de vida para cerca de 65 anos 3, aproximando-se da média da população brasileira, de 76 anos de vida ao nascer. O seu desenvolvimento e desempenho social também melhoraram com a estimulação precoce, fisioterapia, fonoterapia, dentre outras ferramentas.

É, por último, fundamental uma maior conscientização e esforço de toda a sociedade brasileira para que a qualidade de vida dessas pessoas e sua inclusão continue aumentando, para que possam atingir de fato igualdade e plena cidadania.

Autor

Thiago Cruz de Moraes Rego

Aluno do 2º ano da graduação de Medicina da Escola Paulista de Medicina, na Universidade Federal de São Paulo Unifesp (2020). Membro das Ligas Acadêmicas: Acupuntura (LAA), Ciência do Sono (LAS) e Cirurgia Vascular e Endovascular (LCVE). Todas vinculadas à UNIFESP-EPM. Também faz parte do Projeto de Extensão Há Braços, da mesma instituição de ensino. Possui amplo interesse por pesquisa científica. Saiba mais: Aqui

Referências

1- Abandone sete mitos sobre a Síndrome de Down
2- MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diretrizes de atenção à pessoa com síndrome de Down. 1a Edição. 2013.
3- Com avanços na medicina, pessoas com Síndrome de Down já chegam à 3ª idade | Exame

#WorldDownSyndromeDay2021 #WDSD2021 #WDSD #diainternacinaldasíndromededown

Universidade Federal de São Paulo - Unifesp

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